Eu, Tu e Ele
-Cala a Boca! Essa foi a frase que marcou toda a minha infância e que até hoje, quando a escuto, um lampejo rápido e embaçado atravessa minha memória momentaneamente.
Era um dia como todos os outros. Acordava muito cedo, ia para a escola, saía de lá, ia para casa novamente, sempre acompanhado do meu inseparável amigo imaginário. O nome dele é Ed, e quando digo que seu nome é Ed, é porque ele não deixou de existir, ele apenas me vsita com meno frequência, afinal todos têm suas vidas e eu não poderia exigir que ele vivesse comigo eternamente só pelo fato de ele ser uma obra da minha fértil imaginação infantil.
Quando eu falava às pessoas que o Ed era meu melhor amigo, todos queriam conhecê-lo, porém isto era um pouco difícil, já que ele era muito tímido enada sociável. E tambem pelo fato de ser imaginário, mas isto era o que menos me preocupava.
No início da tarde quando Ed e eu voltávamos para casa, ouvi alguém no fundo do ônibus dizer: -Ei louquinho, manda um beijo pro seu amigo fantasma.
Isso fez com que meu sangue fervesse, afinal de contaso Ed não era um fantasma. Quando desembarquei, comecei a falar sozinho em voz alta propositalmente para que todos soubessem que poderiam me chamar do que quisessem, mas eu não era louco. O que mais me preocupava era o que os professores poderia achar desta história, pois certamente isso chegaria aos ouvidos deles mais rapidamente que o esperado.
Na manhã seguinte quando entrei no ônibus, como costumeiramente fazia, sentei-me só peguei um livro para ler. Eu devia ter em torno de 9 anos e lia um livro chamado "O Caso dos Dez Negrinhos", de Agatha Christie, quando o mesmo menino do acontecido, sentou-se ao meu lado e perguntou porquê não lia em voz alta para que o Gasparzinho também pudesse ouvir.
Novamente tentei controlar aira que senti e respondi friamente: -Não leio para o Ed porque ele não gosta de romances policiais. Ahh, e ele me pediu que eu fizesse isso. PLAFT!!!!
Desferi um belo tabefe no rosto do garoto e o empurrei para o chão, levantei-me e comecei a chutá-lo violentamente no rosto. Nunca pude ser chamado de pacífico, pois a impulsividade que me acompanha desde que nasci, sempre fez com que tomasse atitudes muito inusitadas.
Fomos apartados por alguns adultos que estavam no ônibus e quando chegamos à escola, fui encaminhado diretamente à supervisão da escola. O fato de todos usarem uniforme não me ajudou em nada.
Chegando lá, encontrei o Professor Carlos, o responsável por muitos medos em todos os alunos, sentado em uma cadeira de costas para a porta. Ao entrar, a dita frase foi proferida, antes que eu pronunciasse uma única onomatopéia sequer, o que me deixuo completamente sem reação. Depois de um longo sermão e alguns telefonemas, tive conhecimento da minha penalização.
Fui suspenso por uma semana inteira e , cada vez que ia pronunciar alguma palavra ouvia novamente a famosa expressão: - Cala a boca!
É claro que quando cheguei em casa, descobri que o sermão do professor não havia sido nada ruim, pois as palavras de minha avó foram, seguramente, bem mais apavorantes.
Bem, meu medo pelo professor se fez perene, porém, o que deixou mais triste em tudo isso foi que o Ed, com medo de me causar mais problemas, nunca mais me acompanhou até a escola.
Era um dia como todos os outros. Acordava muito cedo, ia para a escola, saía de lá, ia para casa novamente, sempre acompanhado do meu inseparável amigo imaginário. O nome dele é Ed, e quando digo que seu nome é Ed, é porque ele não deixou de existir, ele apenas me vsita com meno frequência, afinal todos têm suas vidas e eu não poderia exigir que ele vivesse comigo eternamente só pelo fato de ele ser uma obra da minha fértil imaginação infantil.
Quando eu falava às pessoas que o Ed era meu melhor amigo, todos queriam conhecê-lo, porém isto era um pouco difícil, já que ele era muito tímido enada sociável. E tambem pelo fato de ser imaginário, mas isto era o que menos me preocupava.
No início da tarde quando Ed e eu voltávamos para casa, ouvi alguém no fundo do ônibus dizer: -Ei louquinho, manda um beijo pro seu amigo fantasma.
Isso fez com que meu sangue fervesse, afinal de contaso Ed não era um fantasma. Quando desembarquei, comecei a falar sozinho em voz alta propositalmente para que todos soubessem que poderiam me chamar do que quisessem, mas eu não era louco. O que mais me preocupava era o que os professores poderia achar desta história, pois certamente isso chegaria aos ouvidos deles mais rapidamente que o esperado.
Na manhã seguinte quando entrei no ônibus, como costumeiramente fazia, sentei-me só peguei um livro para ler. Eu devia ter em torno de 9 anos e lia um livro chamado "O Caso dos Dez Negrinhos", de Agatha Christie, quando o mesmo menino do acontecido, sentou-se ao meu lado e perguntou porquê não lia em voz alta para que o Gasparzinho também pudesse ouvir.
Novamente tentei controlar aira que senti e respondi friamente: -Não leio para o Ed porque ele não gosta de romances policiais. Ahh, e ele me pediu que eu fizesse isso. PLAFT!!!!
Desferi um belo tabefe no rosto do garoto e o empurrei para o chão, levantei-me e comecei a chutá-lo violentamente no rosto. Nunca pude ser chamado de pacífico, pois a impulsividade que me acompanha desde que nasci, sempre fez com que tomasse atitudes muito inusitadas.
Fomos apartados por alguns adultos que estavam no ônibus e quando chegamos à escola, fui encaminhado diretamente à supervisão da escola. O fato de todos usarem uniforme não me ajudou em nada.
Chegando lá, encontrei o Professor Carlos, o responsável por muitos medos em todos os alunos, sentado em uma cadeira de costas para a porta. Ao entrar, a dita frase foi proferida, antes que eu pronunciasse uma única onomatopéia sequer, o que me deixuo completamente sem reação. Depois de um longo sermão e alguns telefonemas, tive conhecimento da minha penalização.
Fui suspenso por uma semana inteira e , cada vez que ia pronunciar alguma palavra ouvia novamente a famosa expressão: - Cala a boca!
É claro que quando cheguei em casa, descobri que o sermão do professor não havia sido nada ruim, pois as palavras de minha avó foram, seguramente, bem mais apavorantes.
Bem, meu medo pelo professor se fez perene, porém, o que deixou mais triste em tudo isso foi que o Ed, com medo de me causar mais problemas, nunca mais me acompanhou até a escola.

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