Apagar & Reconstruir
Quando escrevo, não gosto de apagar. Uso lápis, apenas para poder corrigir erros de ortografia, gramática, semântica, sentimentos. Etes versos que saem de meus dedos e vão correndo soltos por estas linhas de devaneios e abstrações que redijo, não valem de nada e nunca servirão para nada. Espero que alguém possa lê-los e também gostaria que esse alguém sentisse o mesmo que sinto.
A minha borracha não me serve muito. Por vezes protesta que quase não faço uso de seu corpo maleável e macio.
-Porque não apagas as coisas que escreves?
Indaga-me o retângulo de látex colorido. A resposta é sempre a mesma.
-Palavras lançadas ao vento não podem ser recolhidas.
E ela continua: -Mas podem ser apagadas!
Minha resposta então, finda o diálogo.
-Do papel sim, mas de minha memória, não.
A minha borracha não me serve muito. Por vezes protesta que quase não faço uso de seu corpo maleável e macio.
-Porque não apagas as coisas que escreves?
Indaga-me o retângulo de látex colorido. A resposta é sempre a mesma.
-Palavras lançadas ao vento não podem ser recolhidas.
E ela continua: -Mas podem ser apagadas!
Minha resposta então, finda o diálogo.
-Do papel sim, mas de minha memória, não.
