5.1.05

Separo as sílabas e digo...

Que o amor é algo que nasce do menor movimento, do piscar de olhos que damos sem perceber, da aproximação inevitável que acontece entre dois corpos lânguidos, ávidos, pérfidos....Te amo por seres meu anjo negro, aquele que me transforma em criança feliz, que ganha seu tão esperado presente de Natal, e agradece ao Papai do Céu, rezando baixo ao lado da cama, na calada da noite surda, barulhenta.Queria sempre te ter perto, te abraçar assim, bem forte, toda hora...Agora sou romântico, amanhã, melancólico.Adoro as vírgulas, que respiram soltas pelas linhas loucas, soltas, que nada dizem a ninguém, só a mim.Tu, só tu me compreendes, me correspondes de uma maneira tal, que pareço sentir teu sangue pulsando ao meu lado, nas noites solitárias e ruidosas, à beira de um mundo noturno, soturno, bochorno.Até teu suor, quente, espalha em mim Aquela sensação de frio, gélido...Conseguistes mover montanhas e afastar pedregulhos que bloqueavam a passagem para meu coração, agora és eternamente responsável por aquilo que cativas.

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