Por favor, com licença e obrigado.
Gosto de escrever sobre tudo, principalmente sobre o comportamento humano. Há cerca de oito anos trabalho como ator de teatro, fato esse que me tornou um grande observador das circunstâncias e dos tipos que encontro pelos caminhos que trilho.
Tenho notado que cada vez mais as pessoas preferem a sua individualidade, o seu mundo paralelo e particular a dividir suas experiências com aqueles que o rodeiam.
Essa característica - nada construtiva na minha opinião - tem levado o mundo para um caminho sem volta, onde o que importa é apenas o que podemos ganhar - ou perder - com determinado relacionamento pessoal.
Temos medo de trazer novos entes ao nosso convívio e pré concebemos adjetivos a eles, para que com isso possamos nos sentir mais tranquilos em não aceitá-los em nosso dia-a-dia.
Em certa ocasião, presenciei um fato que me deixou realmente chateado e que me fez pensar muito mais em toda essa intrincada rede de relações e co-relações humanas.
Um rapaz vinha andando pela rua e esbarrou em uma jovem senhora que transitava em sentido contrário. A mesma carregava alguns livros e revistas e com o safanão deixou cair todos esses volumes. O mesmo rapaz, apressado, virou-se e com um tímido pedido de desculpas achou que estava tudo bem e se foi, praticamente correndo e sem nem se preocupar em ajudar a erguer aquilo que ele mesmo havia derrubado. E com uma nítida expressão de espanto, essa senhora pôs-se a juntar seus pertences e sem dizer uma palavra a respeito, retomou sem caminho.
Então vem o questionamento que não quer calar: Porque deixamos de ser gentis? Será que isso seria culpa de professores omissos que se preocupam única e exclusivamente com ensinar o que está no currículo escolar? Ou seria culpa dos pais, que não podem mais dispender um minuto de seu tão atarefado dia para ensinar aos filhos o que é pessoalidade?
Perdeu-se a gentileza, não se tem mais o hábito de ser cortês e isso faz com que um afastamento, cada vez mais iminente, separe o seu vizinho ou colega ou mesmo pedestre que transita pela rua de nós.
Ensinam as regras da matemática, as datas históricas, as fórmulas químicas e físicas, mas não ensinam que o respeito ao próximo e a boa educaçao são valores que formarão o caráter e a índole dos nossos futuros profissionais, do nosso futuro propriamente dito.
Ensinam que é errado matar, que é errado roubar. Mas não ensinam que a grosseria e a falta de delicadeza, por vezes pode acabar com as esperanças de alguém.
Essa imagem de povo "caliente" que é atribuída a nós latinos, não precisa transformar nossa visão e concepção de educação em algo subdesenvolvido. Ser analfabeto não significa ser mau-educado. Cortesia e gentileza é algo que se adquire em casa e não em escola ou curso privado.
Sejamos educados.
Obrigado.
Tenho notado que cada vez mais as pessoas preferem a sua individualidade, o seu mundo paralelo e particular a dividir suas experiências com aqueles que o rodeiam.
Essa característica - nada construtiva na minha opinião - tem levado o mundo para um caminho sem volta, onde o que importa é apenas o que podemos ganhar - ou perder - com determinado relacionamento pessoal.
Temos medo de trazer novos entes ao nosso convívio e pré concebemos adjetivos a eles, para que com isso possamos nos sentir mais tranquilos em não aceitá-los em nosso dia-a-dia.
Em certa ocasião, presenciei um fato que me deixou realmente chateado e que me fez pensar muito mais em toda essa intrincada rede de relações e co-relações humanas.
Um rapaz vinha andando pela rua e esbarrou em uma jovem senhora que transitava em sentido contrário. A mesma carregava alguns livros e revistas e com o safanão deixou cair todos esses volumes. O mesmo rapaz, apressado, virou-se e com um tímido pedido de desculpas achou que estava tudo bem e se foi, praticamente correndo e sem nem se preocupar em ajudar a erguer aquilo que ele mesmo havia derrubado. E com uma nítida expressão de espanto, essa senhora pôs-se a juntar seus pertences e sem dizer uma palavra a respeito, retomou sem caminho.
Então vem o questionamento que não quer calar: Porque deixamos de ser gentis? Será que isso seria culpa de professores omissos que se preocupam única e exclusivamente com ensinar o que está no currículo escolar? Ou seria culpa dos pais, que não podem mais dispender um minuto de seu tão atarefado dia para ensinar aos filhos o que é pessoalidade?
Perdeu-se a gentileza, não se tem mais o hábito de ser cortês e isso faz com que um afastamento, cada vez mais iminente, separe o seu vizinho ou colega ou mesmo pedestre que transita pela rua de nós.
Ensinam as regras da matemática, as datas históricas, as fórmulas químicas e físicas, mas não ensinam que o respeito ao próximo e a boa educaçao são valores que formarão o caráter e a índole dos nossos futuros profissionais, do nosso futuro propriamente dito.
Ensinam que é errado matar, que é errado roubar. Mas não ensinam que a grosseria e a falta de delicadeza, por vezes pode acabar com as esperanças de alguém.
Essa imagem de povo "caliente" que é atribuída a nós latinos, não precisa transformar nossa visão e concepção de educação em algo subdesenvolvido. Ser analfabeto não significa ser mau-educado. Cortesia e gentileza é algo que se adquire em casa e não em escola ou curso privado.
Sejamos educados.
Obrigado.
