15.6.05

Criança Infeliz, infeliz a esmolar...

- Todos devem estar engajados nos projetos sociais desenvolvidos pelo partido da Puta que Pariu para que possamos erradicar a fome e a pobreza de nossa Pátria amada, Brasil.
Falar sobre crianças mortas. Isso é algo que mexe com os sentimentos mais profundos e recônditos de cada um de nós seres humanos, ou nem tão humanos assim.
A mortalidade infantil sempre foi algo muito debatido e discutido em todas as rodas sociais e governamentais. Crianças morrendo de inanição em pleno século XXI. Parece algo inimaginável, inconcebível, digamos, inaceitável. Subnutrição, desnutrição, todos esses fatores devem nos preocupar e não apenas um número que indica a quantidade de corpos imaturos que foram sepultados pelos cemitérios aí a fora.
Pior que nos preocuparmos com as crianças mortas, é ter de se preocupar com aquelas que ainda têm vida – clinicamente falando – mas que não podem vivê-la. Os pais negligentes parem os filhos para ter um soldado a mais para posicionar nos sinais. Ou nem se preocupam com o que acontece com essa criança inocente – às vezes, menos inocente que nós mesmos.
Esse é o pior tipo de mortalidade. É a morte dos sonhos, a morte da alma e a mais cruel de todas, a morte da esperança. O fato da morte deve ser algo natural a todos nós, afinal, todos morreremos um dia. Não quero pensar nesses infantes que se foram como anjos que tocam suas harpas pelo céu e que olham por nós com rostos piedosos. Quero saber de resultados terrenos e palpáveis, que possam surtir algum efeito real e permanente. Essas esmolas que são dadas pelo nosso governo não resolvem patavina. Porém, se eu te der o alimento de hoje, tu só terás comida pra uma refeição. Se te ensinar um labor que te sustentes, nunca faltará nada em tua mesa.
A morte dessas jovens almas não é culpa nossa. É culpa de uma omissão que vem desde os tempos da Independência ou Morte. E que vai continuar por quanto tempo?
Adoraria ver esses poderosos emergentes que roubam o que podem e o que não podem também plantados em um sinal vendendo balas ou enganando motoristas com tentativas de malabares.
Se formos entrar no mérito de mortes envolvidas com violência, criminalidade, tráfico, imprudência no trânsito, não acabaria hoje de redigir. Por isso, faço minha parte e protesto pelos meus ideais. Criança tem que ser criança. Morte é morte. Mas apressar a morte das almas das crianças, isso não.

12.6.05

Dia de namorar e nao dia dos namorados.

Hoje, como é domingo, dia de preguiça e sem a menor graça, resolvi escrever de novo aqui.
Sou sazonal, escrevo apenas de tempos em tempos, quando acho que tenho algo para dizer. De que me adiantaria escrever um texto enorme por dia, e escrever textos vazios?
Resolvi redigir hoje por ser um dia especial. Não o domingo, mas sim dia 12 de Junho, que é mundialmente conhecido como o Dia dos Namorados.
Comercialmente falando, essa é a data correta de se dar presente ao namorado, ao noivo ao marido ou suas respectivas femininas. Mas qual é o dia certo pra se doar a quem amamos? Qual o momento certo de se apixonar e de encontrar alguém que talvez nunca mais saia da sua vida?
Isso ninguém sabe. E ninguém nunca saberá. É fácil estipular uma data onde o comércio possa investir forte com marketing, afinal de contas, será que nunca ninguém pensou que essa data foi inventada pra que as lojas pudessem vender mais numa época onde as vendas estão bem paradas?
Talvez seja muito ceticismo meu, que apesar de um romântico incorrigível, nao acredito em jogadas comerciais para se ter uma grande paixão.
O dia é como qualquer outro, deve haver nele tudo que, protocolarmente, deveria haver nos outros: respeito, carinho, amor, humor -ponto esse que por vezes faz falta nas relações ditas "sérias"- e acima de tudo, tolerância.
É dificil dividir um espaço com outra pessoa que também tem opinião formada e que geralmente defende ela com veemência. É dificil confiar, é complicado abrir seus problemas com uma pessoa que nem te conhece há tanto tempo assim. Há alguma coisa que faz com que amemos.

A mim por exemplo, é a infância. A juventude que vem do meu amor faz com eu me sinta todo dia renovado. Faz com que eu ame a cada dia mais, com muitos poréns, pois ambos estamos aprendendo a viver. E, convenhamos, viver não é facil.

Nessa data que é tão valorizada pelos meio de comunicação, agradeço ao meu amor a sua presença, sua atitude e sua coragem.
Não tenho muito o que dizer hoje, falo a mesma quantidade todos os dias, pois de nada adiantaria te escrever um livro hoje e calar-me pelo resto da vida.

Por fim, quero pedir a quem ler este pequeno capítulo da minha vida, que ao cerrar esta janela, deixe um pouco a vida atormentada de lado e abrace seu amor. Assim, talvez as coisas melhorem.