Utopia? Nao. Realidade.
por Rodrigo Westeuser
(texto enviado para o Jornal Impresso da Universidade UniVar de Aragarças-Go)
Escrever sobre algo tão importante é desafiador, no mínimo. Fico honrado de receber o convite e darei o melhor de mim para não decepcionar àqueles que me lêem.
Falar sobre o socialismo é fácil, parece que se trata de um regime perfeito onde todos possuem as mesmas possibilidades. Porém, não é tão simples assim quanto parece. O socialismo - assim como qualquer outro regime - é perigoso quando mal administrado. Tomemos por exemplo a extinta União Soviética. Uma superpotência que aos poucos foi definhando por conflitos internos, pela sede de independência de seus membros cansados de dar e não receber, assim como o comunismo chinês, o totalitarismo “del General Fidel” entre tantos outros que degringolaram devido a má administração.
Antes de pensarmos em regime, em ismos, deveríamos pensar em sociedade como um todo. É tão mais fácil socializar um povo do que impor algo a essa mesma comunidade.
Por vezes me ponho a pensar porque alguns querem uma mudança nacional e não tentam mudar seu próprio dia-a-dia? Temos tanto a fazer e somos tão acomodados que não creio que o socialismo salve nossa Nação.
Todos os dias nos deparamos com pedintes, com crianças nos sinais e com muitas outras situações revoltantes que a impressão que fica é de que estamos jogados às traças. Será tão difícil mobilizar-se para contribuir com um pouco de afeto? Porque sempre pensamos em ajuda financeira ou material sendo que podemos simplesmente dispensar um minuto do nosso dia dedicando uma palavra a alguém que sofre sozinho?
Isso a que me refiro se chama humanidade, é ser humano, é ser parte de um todo, juntar-se a uma engrenagem bem azeitada que funciona sem maiores problemas. Tenho certeza que todos que lêem esse artigo agora podem contribuir de fato para que tudo aconteça melhor. Todos sabem fazer alguma coisa e podem ensinar. Todos podem dispensar um aperto de mão Todos podem mas não fazem.
Abrindo mais os horizontes, penso em Ernesto Guevara de la Serna, o nosso tão conhecido Che, o mesmo homem que travou guerras em nome da humanidade, aquele que abandonou tudo e todos para cuidar de leprosos e menos abastados. Ele fez o que lhe cabia e agora é tomado como herói. Por que o temos como herói e não seguimos seus bravos passos?
Por fim quero deixar um apelo: seja sutil, seja humano, pense que aquele que está menos provido de saúde, de dinheiro ou de felicidade depende de você para viver. Para tanto, não necessitamos nomear isso de socialismo, humanismo ou voluntarismo. Isso se denomina ser parte ativa da social igualdade, isso denomina-se vontade de mudar o sistema falho e precário que reina altivo sobre nossas cabeças. A vontade de mudar está em cada um e não podemos ficar parados esperando que o próximo tome a iniciativa. Temos que levantar e seguir em frente, preparando um mundo melhor para aqueles que vêm por aí.
E terminando esse texto cito uma frase do mesmo Che: Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura, jamás! Então não perca sua ternura, comece com um pequeno gesto. Aos poucos, quem te cerca ficará tentado a começar também. E assim, talvez o socialismo faça parte do nosso mundo e talvez possamos nos orgulhar de nossos feitos sem que nenhuma denominação seja tomada.
(texto enviado para o Jornal Impresso da Universidade UniVar de Aragarças-Go)
Escrever sobre algo tão importante é desafiador, no mínimo. Fico honrado de receber o convite e darei o melhor de mim para não decepcionar àqueles que me lêem.
Falar sobre o socialismo é fácil, parece que se trata de um regime perfeito onde todos possuem as mesmas possibilidades. Porém, não é tão simples assim quanto parece. O socialismo - assim como qualquer outro regime - é perigoso quando mal administrado. Tomemos por exemplo a extinta União Soviética. Uma superpotência que aos poucos foi definhando por conflitos internos, pela sede de independência de seus membros cansados de dar e não receber, assim como o comunismo chinês, o totalitarismo “del General Fidel” entre tantos outros que degringolaram devido a má administração.
Antes de pensarmos em regime, em ismos, deveríamos pensar em sociedade como um todo. É tão mais fácil socializar um povo do que impor algo a essa mesma comunidade.
Por vezes me ponho a pensar porque alguns querem uma mudança nacional e não tentam mudar seu próprio dia-a-dia? Temos tanto a fazer e somos tão acomodados que não creio que o socialismo salve nossa Nação.
Todos os dias nos deparamos com pedintes, com crianças nos sinais e com muitas outras situações revoltantes que a impressão que fica é de que estamos jogados às traças. Será tão difícil mobilizar-se para contribuir com um pouco de afeto? Porque sempre pensamos em ajuda financeira ou material sendo que podemos simplesmente dispensar um minuto do nosso dia dedicando uma palavra a alguém que sofre sozinho?
Isso a que me refiro se chama humanidade, é ser humano, é ser parte de um todo, juntar-se a uma engrenagem bem azeitada que funciona sem maiores problemas. Tenho certeza que todos que lêem esse artigo agora podem contribuir de fato para que tudo aconteça melhor. Todos sabem fazer alguma coisa e podem ensinar. Todos podem dispensar um aperto de mão Todos podem mas não fazem.
Abrindo mais os horizontes, penso em Ernesto Guevara de la Serna, o nosso tão conhecido Che, o mesmo homem que travou guerras em nome da humanidade, aquele que abandonou tudo e todos para cuidar de leprosos e menos abastados. Ele fez o que lhe cabia e agora é tomado como herói. Por que o temos como herói e não seguimos seus bravos passos?
Por fim quero deixar um apelo: seja sutil, seja humano, pense que aquele que está menos provido de saúde, de dinheiro ou de felicidade depende de você para viver. Para tanto, não necessitamos nomear isso de socialismo, humanismo ou voluntarismo. Isso se denomina ser parte ativa da social igualdade, isso denomina-se vontade de mudar o sistema falho e precário que reina altivo sobre nossas cabeças. A vontade de mudar está em cada um e não podemos ficar parados esperando que o próximo tome a iniciativa. Temos que levantar e seguir em frente, preparando um mundo melhor para aqueles que vêm por aí.
E terminando esse texto cito uma frase do mesmo Che: Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura, jamás! Então não perca sua ternura, comece com um pequeno gesto. Aos poucos, quem te cerca ficará tentado a começar também. E assim, talvez o socialismo faça parte do nosso mundo e talvez possamos nos orgulhar de nossos feitos sem que nenhuma denominação seja tomada.

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