A arte é a forma de expressar nossos fantasmas e nossas alegrias sem ter que confessar-se perante o público de forma direta, por isso talvez eu tenha escolhido esse caminho para minha vida. Nas minhas palavras, nos personagens que crio e nas músicas que componho liberto todas minhas imprecações, esvazio meu peito de todas as trágicas alegrias cotidianas. Sem arte não há vida.
O segredo do artista é ser outro a cada dia, é ser alguém diferente a cada abrir de cortinas. Ser mais que eu, ser outra pessoa com outra vida é mágico para mim, talvez assustador para a maioria. No palco se morre por ideiais que não são os seus, se vive por pessoas que nem são conhecidos nossos. No palco nos tornamos apenas uma massa corpórea pronta a encarnar uma outra alma e, por incrível que pareça, estamos sempre dispostos a ser moldados de uma outra maneira.
Nas linhas que escrevo incessantemente, posso ser um judeu subjugado pelo nazismo, como posso bem ser o nazista que condena o judeu antes vivido por mim. Posso ser eu, como posso ser alguém desconhecido. Posso ser uma mulher, posso ser alguém sem sexo. Posso ser qualquer coisa, qualquer animal, qualquer espírito...
Por esses e por outros motivos, sou artista e defendo a arte como forma de libertaçao, como único caminho para o afrouxamento das amarras pobres da sociedade. Por isso que me orgulho da minha vida dedicada à arte. Por isso que sou assim, louco. De médico e louco todo mundo tem um pouco. Liberte seu lado louco, vale a pena.
O segredo do artista é ser outro a cada dia, é ser alguém diferente a cada abrir de cortinas. Ser mais que eu, ser outra pessoa com outra vida é mágico para mim, talvez assustador para a maioria. No palco se morre por ideiais que não são os seus, se vive por pessoas que nem são conhecidos nossos. No palco nos tornamos apenas uma massa corpórea pronta a encarnar uma outra alma e, por incrível que pareça, estamos sempre dispostos a ser moldados de uma outra maneira.
Nas linhas que escrevo incessantemente, posso ser um judeu subjugado pelo nazismo, como posso bem ser o nazista que condena o judeu antes vivido por mim. Posso ser eu, como posso ser alguém desconhecido. Posso ser uma mulher, posso ser alguém sem sexo. Posso ser qualquer coisa, qualquer animal, qualquer espírito...
Por esses e por outros motivos, sou artista e defendo a arte como forma de libertaçao, como único caminho para o afrouxamento das amarras pobres da sociedade. Por isso que me orgulho da minha vida dedicada à arte. Por isso que sou assim, louco. De médico e louco todo mundo tem um pouco. Liberte seu lado louco, vale a pena.

3 Comentários:
Não, Rodrigo: não somos loucos. Ser artista não tem nada a ver com loucura. Ser artista, antes da própria palavra se estabelecer enquanto tal, tem a ver com ser, ser e simplesmente ser, e se não escrevo tal verbo / substantivo com letras maiúsculas, é porque não acredito no eterno, é porque, mesmo que não queira, sou cartesiano, sou verticalidade ungida de horizontalidade num meio reducionista que afoga as idéias em prol de uma práxis burra. Digo da arte, sou da arte, por trazer em mim a consciência do amor, pois sem ele não saberia o que fazer e muito menos porque ser. Talvez minha percepção seja errônea, talvez minha linha não passe de mais uma hermenêutica ungida dos devidos ditames teóricos mas sem valia da vida. Talvez. Contudo vivo, contudo enxergo, contudo conclamo olhares diante da beleza da vida - essa beleza que Whitman cantou de forma tão soberba. E assim, antes de dizer que algo vale ou não vale a pena que for, digo que as coisas são, mas não são porque simplesmente tem de ser: são porque nós somos o que somos, e, sendo humanos, somos feitos de arte e amor. Nos cabe, então, aprofundar cada vez mais tais faculdades, tais preceitos fundamentais. E já que a linguagem, segundo Heidegger, é a morada do ser, eu, enquanto poeta, o que posso fazer é pensar e escrever.
Forte abraço, meu camarada.
Deixo meu e-mail para contato:
eduardo.frizzo@terra.com.br
Já que hoje decidi ficar por casa em companhia de uma boa garrafa de vinho tinto seco (colonial, daqueles cheios de suco de uva que mancham os lábios), teço mais alguns breves comentários aqui no seu blog. Sinto amarras na tua escrita. Sinto coisas casuais que te prendem, mas talvez eu esteja errado, pois trata-se de uma primeira impressão. No entanto, sinto um movimento verticalizante com tendências libertárias de uma força imensa, sendo que é justamente isso o que, pelo que vejo, dá força ao que fazes com as palavras. Eu, considerando que falo apenas por mim, sou extremamente meticuloso com as frases, algo que, confesso, vezes beira a neurose. No entanto, já que tenho somente tais vocábulos, como não saber lidar com dignidade diante deles? É, para mim, algo inaceitável. Porém, para concluir, digo que deixo tais mensangens aqui pois temos muito de trocar idéias e trabalhar na arte. Senti isso desde quando cheguei em Itaqui e vi um barbudo que era você e intuí ser gente fina. (Costumo saber de longe com quem eu vou me dar bem.) Então, meu caro, vamos pensar, trabalhar, e, acima de tudo, criar.
Forte abraço,
Eduardo Frizzo.
E ai cara, tdo bem? Seguinte: to precisando da tua ajuda urgente! Lembra do ciclorama q eu emprestei pro Pierrô? Pois é, preciso dele pro Aladim, preciso pra este fim de semana pra fazer as fotos pq as filmagens já ficaram bem ruins sem nada.. Qndo a Dani tentou resgatar o figurino do Sultão, ficamos sabendo que tem uma "cortina" lá na loja da Cláudia q a Lorena iria buscar. Mas acho q não dá pra eu simplesmente pegar, tem q ser um de vcs, ou pelo menos vcs teriam q ligar pra Cláudia avisando q eu vou pegar
Manda teu cel pro meu email q eu te ligo: diego.cavalodetroia@gmail.com
Bah, se tu puder me ajudar nessa vai ser ótimo, já marchei c uns 60 pra refazer todo o Sultão e não teria condições de fazer outro ciclorama agora
Abraços!
Perotto
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