6.12.06


Não olhe para trás
Apenas caminhe
Siga o futuro e deixe aqui o passado
Coloque o óculos
Abane com o velho companheiro cigarro
Entre os dedos
Como se fosse o último aceno.
Mas tome cuidado, sim
Há percauços no caminho
E ao desprezares a mão que te ergue
Ficarás sem apoio na hora mais grave

Não sorva as mágoas assim
Essa estúpida alegria não dura muito
E o efeito de tudo passa
E a realidade volta ao picadeiro
O circo do cotidiano precisa continuar
E as peripécias do destino são inadiáveis

Correu de braços abertos
Ao encontro de um vasto acúmulo de nada
E encontrou uma tempestade sem fim
Um tormento sem precedentes
E fugiu
Foi covarde.

Agora te encontras perdido
Coisa mais contraditória
Encontrar-se perdido é nao perder-se de si
E mesmo estando tu sempre junto contigo
Parece estar sempre vazio
Uma velha casa que só guarda história.

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