7.7.08

A alma de Porto Alegre,
A "muy leal e valorosa" Porto Alegre
Só é essa cidade que degustamos aos finais de tarde
Porque estamos ligados à ela
Por uma espécie de cordão umbilical cultural.
Reconhecemos os odores e valores,
Sabemos das cores, do inverno denso,
Do vermelho intenso do céu do pampa
Que espreita sereno por cima do nosso grande Guaíba.

É a Redenção repleta de famílias e cães,
o Rebombar de tambores e mais odores.
O fervilhar do incansável Brick
E são tantos parques e tantos bares
E bairros e formas e artes e cores
Que ninguém vence, ninguém conhece a imensidão de ruas, travessas...
Quem conhece a Mário Cinco Paus?
Todos os caminhos de Porto Alegre levam ao Mercado.
O ponto para onde tudo converge,
O abrigo dos bondes, agora lancherias.
E quem nunca reclamou do calor bochorno,
do odor penetrante da urina fermentando
pelos cantos dos prédios do centro?
Porto Alegre é nem sei, nem sou daqui.
Mas mesmo estando lá, bah, parece que sou daqui.
Será uma única interjeição?
Para mim, para quase todos,
o seu incessante cambiar
acaba sempre por se transformar
numa grande interrogação.

WESTEUSER, Rodrigo. (texto construído na aula de Política e comunicação do turismo, sobre a alma de Porto Alegre. Orientação da disciplina Profª Susana Gastal, curso de Turismo, PUCRS. Jul/2008)

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