12.6.09

Por diversos dias me pus a pensar insistentemente
E não consegui chegar a nenhuma trégua de eu para mim
Minha cabeça dá meia volta e retorna ao ponto de partida
Não tenho mais parâmetros para parar esse pensamento desenfreado

É tão prazeroso saber-te bem, porém tão distante
E confesso que não sou forte o suficiente para sair ileso
A distância maltrata a alma,
E o corpo responde com imprecações e revezes patológicos
Somatização, não é mesmo?

Sinto saudade.

Tenho vontade de abandonar tudo que tenho feito
Sair correndo estrada a fora, gritando
Apesar de tudo, te amo.
Não posso mais esconder o que sinto, inclusive de mim.

Obrigado!

Teu carinho me transformou de pedra bruta em gema lapidada
Meu tempo é medido pelo tempo que passo contigo,
São as horas que contam
Os momentos que ficam.

Rotular com nomes profanos uma relação tão intensa?

A felicidade parece plena toda vez que te abraço!

Sem métrica alguma, esvazio os confins da alma jogando as palavras para cá.
A métrica é uma velha chata.

Espero, quase que insanamente, pelo retorno.
Não consigo me distanciar.
A tua distância já me maltrata demais.